terça-feira, 27 de maio de 2014

Educação no campo em último lugar

Os números das matrículas no campo mostram que as políticas educacionais na área rural priorizam o atendimento escolar apenas até o 5º ano do ensino fundamental. Daí em diante, o estudante deve, em geral, buscar outras cidades caso queira continuar a estudar. Além da dificuldade de acesso, os alunos da zona rural sofrem com a má infraestrutura. Dados do Censo Escolar de 2009 revelam que 90% das escolas do campo não possuem biblioteca. Pouco mais de 8% têm laboratório de informática. Os laboratórios de ciências estão presentes em menos de 1% dos estabelecimentos de ensino. Além disso, quase 20% não possuem energia elétrica. O censo escolar de 2009 mostra que no Brasil 42,5 mil escolas possuem até 30 alunos matriculados, a maioria delas no campo.
Os programas e projetos de financiamento específicos para a educação rural são recentes.
A própria Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), do Ministério da Educação - que possui uma coordenação específica para a educação rural -, foi criada apenas em 2004. É a secretaria mais nova do MEC. A Secad é responsável, no âmbito nacional, por nortear não só o ensino na zona rural, mas também a alfabetização e educação de jovens e adultos, educação ambiental, educação em direitos humanos, educação escolar indígena e diversidade étnico-racial.

"A ausência da oferta de escolas às comunidades rurais é a negação do direito ao acesso à educação.”  Mônica Molina, professora da Pós-Graduação em Educação da Universidade de Brasília.


Fonte: Revista Educação

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